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Em
1870, a produção de café na Província de São Paulo correspondia
a 16% da produção nacional; em 1885, São Paulo já produzia
40% do café brasileiro. Esse fato se refletia na valorização
das terras produtivas e da mão-de-obra escrava. O escravo
alcançava um alto preço e nos inventários registrados na
cidade de São Carlos chegavam a ser 66% do patrimônio do
senhor.
As
condições de vida da população eram precárias naquele tempo.
Dignas de nota foram as duas grandes epidemias de varíola
que passaram pela cidade. Se a população livre não tinha
boas condições sanitárias, ainda piores eram as condições
de vida dos cativos. A idade média de um escravo era de
30 anos, sendo que com cerca de 10 anos de trabalho produtivo
já estava esgotado. As maiores " causa-mortis "
entre os escravos eram: traumatismos, doenças cardiovasculares
e inanição.
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